Certa vez, alguém disse que se conselho fosse bom, seria vendido, não dado. Bom, isso não deixa de ser verdade, visto que, em geral, quando sigo o conselho de alguém, eu me lasco. Contudo, toda vez que fico em tal condição - esta de depender da opinião alheia -, eu estou em uma situação sobremodo díficil, sem outras opções. Por conseguinte, os amigos - ou "amigos" - podem continuar com os conselhos; assim, dividem a culpa comigo. Portanto, em miúdos, digo que se a pena que escreve o conselho não pode ser paga completamente, é, ao menos, em parte.
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Depois de um certo tempo, percebi que tenho um grau de curiosidade menor do que as outras pessoas. Às vezes, eu me pergunto se, em verdade, as outras pessoas são melhores vendedores de peixe do que eu. São? Bom, talvez os sobrinhos do "Sam" sejam, esses sim. Mas, e quanto às outras? Ah. Deixa para lá. O fato é que não sei por que escolhi ser cientista(escolhi mesmo?). Não sei se meu poder investigativo é tão bom assim. Ele talvez nem exista mesmo. Mas um outro fato - esse positivo - é que a ausência de curiosidade possibilitou-me não experimentar muitas coisas maléficas.
E a escolha? Onde está?
Comentando sobre escolha, digo que as escolhas estiverem sempre aqui na minha mão, "ó"! Não sei o que tenho feito das boas, mas parte das ruins, joguei fora, já que meu maior objetivo era sair de um mundo onde os ruins poderiam ser modelos. Como assim?
Sobre isso, tenho uma pequena história.
Aos dezesseis anos, reencontrei um dos meus colegas de classe e rua, refiro-me ao tempo que marcava quarta, quinta e sexta série. Eu sempre senti que o futuro dele estava compremetido. Entretanto, havia uma esperança. Em alguns momentos, ele até fazia o dever, estudava, pensava em arrumar um emprego digno. Contudo, algumas coisas são mais complicadas do que os conselhos. Tal o conceito de ídolo, ainda mais quando ele está ao seu lado. Voltando ao assunto, nesse dia, eu e meu vizinho estávamos a caminho do campinho - um daqueles campinhos de areia(mais terra do que areia) com traves irregulares. Gosto de relatar tal ambiente, pois estão se tornando cada vez mais escassos. O surpreende nesse percurso foi que o indíviduo descrito anteriormente reaparece depois de vários anos. Estava bonito, em um Tempra zerado! Todavia, era verde, que cor infeliz! Obviamente, carta, que carta, isso ele não tinha. Diante de todos esses detalhes, completo que, para não fazer desfeita, aceitamos, por bem, a carona - vai que isso custasse nossa vida no futuro!(bom, depois desse comentário, um amigo talvez dissesse que teria com quem fazer companhia no inferno!). Em verdade, nós sabemos que a lealdade não é medida desta maneira. Em geral, os caminhos opostos são respeitados, contanto que não se tente colocar pedras. Pois bem, prosseguiremos, então.
Quinze minutos, longos quinze minutos, durou o bendito percurso ao nosso campo, tempo suficiente para uma parada no posto e emissão de um cheque sem fundo. Estava ele pronto a fugir, em caso de problemas. Eu me pergunto como o cara aceitou um cheque daquele moleque. Essa é uma das cenas que permanecerão em minha vida para sempre. Eu e meu vizinho ficaríamos um tanto abismados depois, conquanto soubéssemos que tudo aquilo era decerto o mais natural. Pois bem, passados muitos anos, temos um exemplo claro de conselho e escolha: os conselhos dos irmãos eram melhores que o meu: motos, carros, mulheres(que vida!). E a escolha, ela foi boa? Não sei, durou apenas 6 anos no máximo. Alguém pode dizer que algumas pessoas fazem coisas maravilhosas em um tempo tão curto. Veja, por exemplo, Casimiro de Abreu, Àlvares de Azevedo. Pois bem, seria proveitoso trocar longas jornadas enfadonhas por minutos de intenso prazer? Não sei. Isso me faz lembrar de uma das frases favoritas de meu pai: "é melhor perder um minuto na vida do que a vida em um minuto". Mas e se eu trocasse minutos por anos? Preciso perguntar-lhe esse detalhe.
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Nesta página atual, creio que a escolha pôde não ter sido das melhores. Quem não se engana, todavia. Não devo me queixar muito. Afinal, minha principal escolha foi feita, e não tenho do que me queixar. Mas e as novas escolhas, como estas serão feitas? Bem, só posso dizer que dificuldade é a palavra certa; afinal, o que dizer de quem não consegue nem escolher um prato no menu.
É isso!
Abraços gelados a todos.
1. Eba! Que bom que voltou a escrever!
ReplyDelete2. boas perguntas > muitas perguntas
3. De minha parte, bem egoísta, fico feliz que tenha feito as escolhas que fez. Se tivesse feito outras, a gente poderia não ter se encontrado. ;)
Abraços calorosos do Brasil!