Aqui, estou em um trem. Algo que odeio veementemente é ler em movimento. Desta forma, não pretendo ler o que escrevo; portanto, porcaria na certa.
Meu desejo, então, é traduzir as loucuras que aparecerem em minha mente. O movimento trêmulo do trem traz a minha inspiração, a qual deve buscar o melhor dos sentidos, já que tão só não estou mais. Alegria? Talvez, exijo de mais. A ausência de apatia vale e muito.
No percurso até aqui foi conduzido por um homem de Senegal, muito simpático o achei. O mais interessante era seu conhecimento sobre os jogadores brasileiros, inclusive Zico e Falcão. Ele não é tão velho assim. Se dissesse que conhecia o Leônidas, iria para casa! Aliás, o rapaz sabia que o técnico da equipe brasileira atual fora técnico do Corinthians. Surpresas da vida.
Daqui, vejo o mar, algumas luzes acessas e mais nada. O mar daqui é muito sem graça. Qual a vantagem de possuir um mar assim?
Não sei quais eram minhas intenções. Fugir do friozinho? Talvez. Espero que tudo valha a pena. Deve sim, afinal estou bem acompanhado.
Devo tirar um cochilo? Afinal, são quase duas horas. Não tenho dormido muito cedo, mesmo quando acordo relativamente cedo. Sinal do quê? Não sei. Cansaço? Penso ser aquele pior dos cansaços: aquele que não é sanado pelo descanso. Estou aqui com o net ligado para fazer alterações no meu relatório. Cabe outras preocupações em uma viagem supostamente para lazer? Bom, deve de ser por isso que mantenho elas palavras quase inúteis por aqui.
Meu cochilo estava indo bem até minha música acabar e o trem parar. O que houve? Lá vamos nós.
Felizmente, alguns trechos do meu relatório foram construídos. Exatamente, da mesma forma que este texto: sem ser lido. No
entanto, devo fazê-lo amanhã, antes de chorar. Aliás, chorar mesmo, só depois de meu orientador fizer a mesma observação
prevísivel.
Conexão? Publicarei isso? Ah, durou apenas alguns segundos. Vou prosseguir mais um pouco então. Penso que não muito; afinal,
Devo tentar dormir em algum momento.
Um fato que lamento é não ter muita facilidade para dormir em viagens. Com exceção, é claro, de viagens de carro. Nessas, acredito ser interessante irritar o motorista, já que o qual, por motivos óbvios, não pode fazer o mesmo. Trem, avião, ônibus ou avestruz são diferentes. Só durmo se estiver muito cansado ou com preguiça de ficar acordo(ou preguiça de se ter
preguiça). Sobre preguiça, veio um pensamento agora. Estou escrevendo um grande número de palavras aqui. O normal seria não ter vontade de me estender muito. Ah, talvez isso seja fruto de ter feito uma apresentação hoje. Toda vez que preciso me
expor em público, obrigatoriamente sair do meu estado natural - ficar calado -, fico falante. Tudo isso dura até a próxima oportunidade de uma longa jornada de sono.
Cansei, não tenho papo, não tenho sono. Apenas uma pequena dor na perda. Vou parar por aqui. Volto, tomara, com
informações sobre a minha viagem - que não será para a minha terra, mas tudo bem.
PS:
Minha ideia agora é dar uma injeção na veia da veia! Que porcaria!
Palavras ao vento
Wednesday, December 8, 2010
Friday, November 19, 2010
A escolha
Certa vez, alguém disse que se conselho fosse bom, seria vendido, não dado. Bom, isso não deixa de ser verdade, visto que, em geral, quando sigo o conselho de alguém, eu me lasco. Contudo, toda vez que fico em tal condição - esta de depender da opinião alheia -, eu estou em uma situação sobremodo díficil, sem outras opções. Por conseguinte, os amigos - ou "amigos" - podem continuar com os conselhos; assim, dividem a culpa comigo. Portanto, em miúdos, digo que se a pena que escreve o conselho não pode ser paga completamente, é, ao menos, em parte.
Página seguinte.
Depois de um certo tempo, percebi que tenho um grau de curiosidade menor do que as outras pessoas. Às vezes, eu me pergunto se, em verdade, as outras pessoas são melhores vendedores de peixe do que eu. São? Bom, talvez os sobrinhos do "Sam" sejam, esses sim. Mas, e quanto às outras? Ah. Deixa para lá. O fato é que não sei por que escolhi ser cientista(escolhi mesmo?). Não sei se meu poder investigativo é tão bom assim. Ele talvez nem exista mesmo. Mas um outro fato - esse positivo - é que a ausência de curiosidade possibilitou-me não experimentar muitas coisas maléficas.
E a escolha? Onde está?
Comentando sobre escolha, digo que as escolhas estiverem sempre aqui na minha mão, "ó"! Não sei o que tenho feito das boas, mas parte das ruins, joguei fora, já que meu maior objetivo era sair de um mundo onde os ruins poderiam ser modelos. Como assim?
Sobre isso, tenho uma pequena história.
Aos dezesseis anos, reencontrei um dos meus colegas de classe e rua, refiro-me ao tempo que marcava quarta, quinta e sexta série. Eu sempre senti que o futuro dele estava compremetido. Entretanto, havia uma esperança. Em alguns momentos, ele até fazia o dever, estudava, pensava em arrumar um emprego digno. Contudo, algumas coisas são mais complicadas do que os conselhos. Tal o conceito de ídolo, ainda mais quando ele está ao seu lado. Voltando ao assunto, nesse dia, eu e meu vizinho estávamos a caminho do campinho - um daqueles campinhos de areia(mais terra do que areia) com traves irregulares. Gosto de relatar tal ambiente, pois estão se tornando cada vez mais escassos. O surpreende nesse percurso foi que o indíviduo descrito anteriormente reaparece depois de vários anos. Estava bonito, em um Tempra zerado! Todavia, era verde, que cor infeliz! Obviamente, carta, que carta, isso ele não tinha. Diante de todos esses detalhes, completo que, para não fazer desfeita, aceitamos, por bem, a carona - vai que isso custasse nossa vida no futuro!(bom, depois desse comentário, um amigo talvez dissesse que teria com quem fazer companhia no inferno!). Em verdade, nós sabemos que a lealdade não é medida desta maneira. Em geral, os caminhos opostos são respeitados, contanto que não se tente colocar pedras. Pois bem, prosseguiremos, então.
Quinze minutos, longos quinze minutos, durou o bendito percurso ao nosso campo, tempo suficiente para uma parada no posto e emissão de um cheque sem fundo. Estava ele pronto a fugir, em caso de problemas. Eu me pergunto como o cara aceitou um cheque daquele moleque. Essa é uma das cenas que permanecerão em minha vida para sempre. Eu e meu vizinho ficaríamos um tanto abismados depois, conquanto soubéssemos que tudo aquilo era decerto o mais natural. Pois bem, passados muitos anos, temos um exemplo claro de conselho e escolha: os conselhos dos irmãos eram melhores que o meu: motos, carros, mulheres(que vida!). E a escolha, ela foi boa? Não sei, durou apenas 6 anos no máximo. Alguém pode dizer que algumas pessoas fazem coisas maravilhosas em um tempo tão curto. Veja, por exemplo, Casimiro de Abreu, Àlvares de Azevedo. Pois bem, seria proveitoso trocar longas jornadas enfadonhas por minutos de intenso prazer? Não sei. Isso me faz lembrar de uma das frases favoritas de meu pai: "é melhor perder um minuto na vida do que a vida em um minuto". Mas e se eu trocasse minutos por anos? Preciso perguntar-lhe esse detalhe.
Página Seguinte.
Nesta página atual, creio que a escolha pôde não ter sido das melhores. Quem não se engana, todavia. Não devo me queixar muito. Afinal, minha principal escolha foi feita, e não tenho do que me queixar. Mas e as novas escolhas, como estas serão feitas? Bem, só posso dizer que dificuldade é a palavra certa; afinal, o que dizer de quem não consegue nem escolher um prato no menu.
É isso!
Abraços gelados a todos.
Página seguinte.
Depois de um certo tempo, percebi que tenho um grau de curiosidade menor do que as outras pessoas. Às vezes, eu me pergunto se, em verdade, as outras pessoas são melhores vendedores de peixe do que eu. São? Bom, talvez os sobrinhos do "Sam" sejam, esses sim. Mas, e quanto às outras? Ah. Deixa para lá. O fato é que não sei por que escolhi ser cientista(escolhi mesmo?). Não sei se meu poder investigativo é tão bom assim. Ele talvez nem exista mesmo. Mas um outro fato - esse positivo - é que a ausência de curiosidade possibilitou-me não experimentar muitas coisas maléficas.
E a escolha? Onde está?
Comentando sobre escolha, digo que as escolhas estiverem sempre aqui na minha mão, "ó"! Não sei o que tenho feito das boas, mas parte das ruins, joguei fora, já que meu maior objetivo era sair de um mundo onde os ruins poderiam ser modelos. Como assim?
Sobre isso, tenho uma pequena história.
Aos dezesseis anos, reencontrei um dos meus colegas de classe e rua, refiro-me ao tempo que marcava quarta, quinta e sexta série. Eu sempre senti que o futuro dele estava compremetido. Entretanto, havia uma esperança. Em alguns momentos, ele até fazia o dever, estudava, pensava em arrumar um emprego digno. Contudo, algumas coisas são mais complicadas do que os conselhos. Tal o conceito de ídolo, ainda mais quando ele está ao seu lado. Voltando ao assunto, nesse dia, eu e meu vizinho estávamos a caminho do campinho - um daqueles campinhos de areia(mais terra do que areia) com traves irregulares. Gosto de relatar tal ambiente, pois estão se tornando cada vez mais escassos. O surpreende nesse percurso foi que o indíviduo descrito anteriormente reaparece depois de vários anos. Estava bonito, em um Tempra zerado! Todavia, era verde, que cor infeliz! Obviamente, carta, que carta, isso ele não tinha. Diante de todos esses detalhes, completo que, para não fazer desfeita, aceitamos, por bem, a carona - vai que isso custasse nossa vida no futuro!(bom, depois desse comentário, um amigo talvez dissesse que teria com quem fazer companhia no inferno!). Em verdade, nós sabemos que a lealdade não é medida desta maneira. Em geral, os caminhos opostos são respeitados, contanto que não se tente colocar pedras. Pois bem, prosseguiremos, então.
Quinze minutos, longos quinze minutos, durou o bendito percurso ao nosso campo, tempo suficiente para uma parada no posto e emissão de um cheque sem fundo. Estava ele pronto a fugir, em caso de problemas. Eu me pergunto como o cara aceitou um cheque daquele moleque. Essa é uma das cenas que permanecerão em minha vida para sempre. Eu e meu vizinho ficaríamos um tanto abismados depois, conquanto soubéssemos que tudo aquilo era decerto o mais natural. Pois bem, passados muitos anos, temos um exemplo claro de conselho e escolha: os conselhos dos irmãos eram melhores que o meu: motos, carros, mulheres(que vida!). E a escolha, ela foi boa? Não sei, durou apenas 6 anos no máximo. Alguém pode dizer que algumas pessoas fazem coisas maravilhosas em um tempo tão curto. Veja, por exemplo, Casimiro de Abreu, Àlvares de Azevedo. Pois bem, seria proveitoso trocar longas jornadas enfadonhas por minutos de intenso prazer? Não sei. Isso me faz lembrar de uma das frases favoritas de meu pai: "é melhor perder um minuto na vida do que a vida em um minuto". Mas e se eu trocasse minutos por anos? Preciso perguntar-lhe esse detalhe.
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Nesta página atual, creio que a escolha pôde não ter sido das melhores. Quem não se engana, todavia. Não devo me queixar muito. Afinal, minha principal escolha foi feita, e não tenho do que me queixar. Mas e as novas escolhas, como estas serão feitas? Bem, só posso dizer que dificuldade é a palavra certa; afinal, o que dizer de quem não consegue nem escolher um prato no menu.
É isso!
Abraços gelados a todos.
Wednesday, September 8, 2010
Pastel - Há um dia para ele
Depois de me recordar de diversos momentos, desde minha remota infância, quando a tubaína era a bebida da moda, até meados de janeiro, eis que o grande dia chegou:
Além disso, tive tempo de trucidar(primeira vez que escrevo isso na vida) um espetinho de gato. Bom, agora, basta aguardar 3 meses que sumirei daqui. Mas serão 3 meses mais tranquilos, isso eu garanto!
Além disso, tive tempo de trucidar(primeira vez que escrevo isso na vida) um espetinho de gato. Bom, agora, basta aguardar 3 meses que sumirei daqui. Mas serão 3 meses mais tranquilos, isso eu garanto!
Monday, August 30, 2010
Carne, carne, carne!
Finalmente! Depois de muito esperar, tive a oportunidade de comer comida de verdade. Aquela comidinha caseira, que incluía arroz, feijão, mandioca acebolada, farofa, couve refogada, vinagrete, acrescidos de um belo churrasco. Além disso, tive a oportunidade de fazer tudo acompanhando (pela TV) o primeiro tempo do jogo do Corinthians. Estaria eu no paraíso?
Bom, hoje de manhã, voltei para a Terra. No entanto, vamos lá, seguindo em busca do ouro perdido.
Bom, hoje de manhã, voltei para a Terra. No entanto, vamos lá, seguindo em busca do ouro perdido.
Thursday, August 26, 2010
Lá passei meu primeiro carnaval
Algumas pessoas demoram muito para sentir as palavras doces. Outras viveram tão pouco, como o grande Casimiro de Abreu, mas deixaram um legado muito maior do que formarei em toda a minha vida. Ah, sem contar o grande mestre, que fez tanta coisa boa depois de maduro.
Falando sobre os sentimentos doces, eu relembro, exatamente naquele fevereiro, meu primeiro carnaval! De fato, tudo era primeiro. Minha primeira rosa, minha primeira esperança. Maria Rosa, só o jardim; mas sem dúvida: primeiro carnaval, primeiro amor criança.
Relembro, aqui, caminhadas incessantes em busca do prazer, de saciar meus desejos. Meu primeiro barco, meu prime iro nado, meu primeiro tudo. Eis que o pato finalmente fugiu da lagoa. Mas para onde foi, ele?Onde ficou minha rosa?
Seria tudo uma vã esperança?
A minha esperança é que as recordações boas não morram. Uma delas é Ilha Grande, e que tenha força para sobreviver às tragédias! Outra recordação que não pode morrer é de alguém que está em seu centário, mas, infelizmente, não conosco. O grande mestre Adoniram.
Vila Esperança
Vila esperança, foi lá que eu passei
O meu primerio carnaval
Vila esperança, foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor
Como fui feliz, naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro
Primeira rosa, primeira esperança
Primeiro carnaval, primeiro amor criança
Uma volta no salão, ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo pierrot
Ao ver que descobriu sua colombina
O carnaval passou, levou a minha rosa
Levou minha esperança, levou o amor criança
Levou minha Maria, levou minha alegria
Levou a fantasia, só deixou uma lembrança
http://www.youtube.com/watch?v=x0qKFtjb4PA
Falando sobre os sentimentos doces, eu relembro, exatamente naquele fevereiro, meu primeiro carnaval! De fato, tudo era primeiro. Minha primeira rosa, minha primeira esperança. Maria Rosa, só o jardim; mas sem dúvida: primeiro carnaval, primeiro amor criança.
Relembro, aqui, caminhadas incessantes em busca do prazer, de saciar meus desejos. Meu primeiro barco, meu prime iro nado, meu primeiro tudo. Eis que o pato finalmente fugiu da lagoa. Mas para onde foi, ele?Onde ficou minha rosa?
Seria tudo uma vã esperança?
A minha esperança é que as recordações boas não morram. Uma delas é Ilha Grande, e que tenha força para sobreviver às tragédias! Outra recordação que não pode morrer é de alguém que está em seu centário, mas, infelizmente, não conosco. O grande mestre Adoniram.
Vila Esperança
Vila esperança, foi lá que eu passei
O meu primerio carnaval
Vila esperança, foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor
Como fui feliz, naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro
Primeira rosa, primeira esperança
Primeiro carnaval, primeiro amor criança
Uma volta no salão, ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo pierrot
Ao ver que descobriu sua colombina
O carnaval passou, levou a minha rosa
Levou minha esperança, levou o amor criança
Levou minha Maria, levou minha alegria
Levou a fantasia, só deixou uma lembrança
http://www.youtube.com/watch?v=x0qKFtjb4PA
Monday, August 23, 2010
Novos tempos
Esses dois últimos dias foram muito chatos. Extremamente chuvosos, sem futebol, sem nada. Hoje, por incrível que pareça, meu dia rendeu bastante!
O fato mais importante, porém, é que, além da chuva, tivemos a marcação definitiva de um novo período: a chegada do frio. Aliás meu pulmão antecipou-se a isso, pois já vem sentindo isso desde quarta passada, quando fui vítima da primeira brisa desde o início do verão. Passei de Sílvio Santos - como me chamaram, em virtude do início da minha rouquidão - ao estado cachorro, devido à minha terrível tosse. Espero me recuperar logo, já começo a me irritar com minha própria tosse!
Por aqui, intercalando entre os velhos Hermeto e Adoniram, inicio meu período de esperanças. Veja, a grande vantagem desse dias é que, sabendo do ciclo das estações, tudo parece se encaminhar para o meu estado inicial por aqui. Que bom! Quem sabe talvez possa começar a minha contagem regressiva, para voltar de onde não deveria ter saído. Pão-de-queijo, carne, pastel (aliás, disseram que há pastel no tal "Brazilian Day"!) Veremos.
Bom, por favor, assomprem-me, talvez eu acenda de novo ;)
O fato mais importante, porém, é que, além da chuva, tivemos a marcação definitiva de um novo período: a chegada do frio. Aliás meu pulmão antecipou-se a isso, pois já vem sentindo isso desde quarta passada, quando fui vítima da primeira brisa desde o início do verão. Passei de Sílvio Santos - como me chamaram, em virtude do início da minha rouquidão - ao estado cachorro, devido à minha terrível tosse. Espero me recuperar logo, já começo a me irritar com minha própria tosse!
Por aqui, intercalando entre os velhos Hermeto e Adoniram, inicio meu período de esperanças. Veja, a grande vantagem desse dias é que, sabendo do ciclo das estações, tudo parece se encaminhar para o meu estado inicial por aqui. Que bom! Quem sabe talvez possa começar a minha contagem regressiva, para voltar de onde não deveria ter saído. Pão-de-queijo, carne, pastel (aliás, disseram que há pastel no tal "Brazilian Day"!) Veremos.
Bom, por favor, assomprem-me, talvez eu acenda de novo ;)
Tuesday, August 10, 2010
Meu amigo Buiú
Hoje, dois fatos me fizeram lembrar de meu amigo Buiú: jogo do Brasil e algumas reflexões sobre os brasileiros. Por quê?
Buiú foi um colega meu até a oitava série. O apelido vinha de suas carecterísticas físicas que o levavam à comparação com o verdadeiro Buiú: era baixinho, franzino e negro. O que me faz lembrar de Buiú é seu carisma, simplicidade, carinho e respeito. Não havia dia ruim para ele: sempre alegre, sempre disposto a fazer o bem para os que o cercavam. Dói no coração quando lembro de uma ocasião na qual, por infelicidade de uma brincadeira infantil, fi-lo chorar, deixando-o em um estado diferente do seu natural ou merecido.
Ah!, diferente de muitos brasileiros, ele não sentiria vergonha de outro brasileiro, mas orgulho. Saberia que muitos erram por não serem completos, mas não deixam de ser amigos ou amigos em potencial. Interessante como muitos(eu me incluo neste grupo) sentem ou já sentiram preconceito contra outros brasileiros, simplesmente pelo jeito que eles agem. Como contraste, endeusam seres estrangeiros muito mais "barulhentos" e sem respeito. Por quê? Dinheiro faz a diferença? "Cultura"? ou será que precisamos fazer parte de colégios tradicionais para entender algo? É, Buiú era um mero aluno de uma escola estadual de Osasco, morador de favela, possuía dificuldades no aprendizado, e que certamente dependia da merenda. No entanto, sabia viver muito mais do que eu já vivi e vivirei em toda a minha vida.
Buiú, como a maioria dos brasileiros, gostava muito do futebol, embora não fosse provido das habilidades e força de um grande jogador. Mesmo assim, eu e meu colega Tiago formamos um time na educação física do qual nosso querido amigo compunha o ataque. Nossa obrigação clara era deixá-lo em uma situação propícia para o gol, como que soubéssemos de nossa obrigação como ser humano: mantê-lo feliz. Pois bem, um dia, depois de voltar das férias, Tiago informou-me que não teríamos mais nosso grande artilheiro. Buiú morrera vítima de um atropelamento - o motorista havia bebido demais após um dos jogos do Brasil na copa de 98.
É isso.
Buiú foi um colega meu até a oitava série. O apelido vinha de suas carecterísticas físicas que o levavam à comparação com o verdadeiro Buiú: era baixinho, franzino e negro. O que me faz lembrar de Buiú é seu carisma, simplicidade, carinho e respeito. Não havia dia ruim para ele: sempre alegre, sempre disposto a fazer o bem para os que o cercavam. Dói no coração quando lembro de uma ocasião na qual, por infelicidade de uma brincadeira infantil, fi-lo chorar, deixando-o em um estado diferente do seu natural ou merecido.
Ah!, diferente de muitos brasileiros, ele não sentiria vergonha de outro brasileiro, mas orgulho. Saberia que muitos erram por não serem completos, mas não deixam de ser amigos ou amigos em potencial. Interessante como muitos(eu me incluo neste grupo) sentem ou já sentiram preconceito contra outros brasileiros, simplesmente pelo jeito que eles agem. Como contraste, endeusam seres estrangeiros muito mais "barulhentos" e sem respeito. Por quê? Dinheiro faz a diferença? "Cultura"? ou será que precisamos fazer parte de colégios tradicionais para entender algo? É, Buiú era um mero aluno de uma escola estadual de Osasco, morador de favela, possuía dificuldades no aprendizado, e que certamente dependia da merenda. No entanto, sabia viver muito mais do que eu já vivi e vivirei em toda a minha vida.
Buiú, como a maioria dos brasileiros, gostava muito do futebol, embora não fosse provido das habilidades e força de um grande jogador. Mesmo assim, eu e meu colega Tiago formamos um time na educação física do qual nosso querido amigo compunha o ataque. Nossa obrigação clara era deixá-lo em uma situação propícia para o gol, como que soubéssemos de nossa obrigação como ser humano: mantê-lo feliz. Pois bem, um dia, depois de voltar das férias, Tiago informou-me que não teríamos mais nosso grande artilheiro. Buiú morrera vítima de um atropelamento - o motorista havia bebido demais após um dos jogos do Brasil na copa de 98.
É isso.
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