Monday, August 30, 2010

Carne, carne, carne!

Finalmente! Depois de muito esperar, tive a oportunidade de comer comida de verdade. Aquela comidinha caseira, que incluía arroz, feijão, mandioca acebolada, farofa, couve refogada, vinagrete, acrescidos de um belo churrasco. Além disso, tive a oportunidade de fazer tudo acompanhando (pela TV) o primeiro tempo do jogo do Corinthians. Estaria eu no paraíso?

Bom, hoje de manhã, voltei para a Terra. No entanto, vamos lá, seguindo em busca do ouro perdido.

Thursday, August 26, 2010

Lá passei meu primeiro carnaval

Algumas pessoas demoram muito para sentir as palavras doces. Outras viveram tão pouco, como o grande Casimiro de Abreu, mas deixaram um legado muito maior do que formarei em toda a minha vida. Ah, sem contar o grande mestre, que fez tanta coisa boa depois de maduro.
Falando sobre os sentimentos doces, eu relembro, exatamente naquele fevereiro, meu primeiro carnaval! De fato, tudo era primeiro. Minha primeira rosa, minha primeira esperança. Maria Rosa, só o jardim; mas sem dúvida: primeiro carnaval, primeiro amor criança.
Relembro, aqui, caminhadas incessantes em busca do prazer, de saciar meus desejos. Meu primeiro barco, meu prime iro nado, meu primeiro tudo. Eis que o pato finalmente fugiu da lagoa. Mas para onde foi, ele?Onde ficou minha rosa?
Seria tudo uma vã esperança?

A minha esperança é que as recordações boas não morram. Uma delas é Ilha Grande, e que tenha força para sobreviver às tragédias! Outra recordação que não pode morrer é de alguém que está em seu centário, mas, infelizmente, não conosco. O grande mestre Adoniram.

Vila Esperança

Vila esperança, foi lá que eu passei
O meu primerio carnaval
Vila esperança, foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor

Como fui feliz, naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro
Primeira rosa, primeira esperança
Primeiro carnaval, primeiro amor criança

Uma volta no salão, ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo pierrot
Ao ver que descobriu sua colombina

O carnaval passou, levou a minha rosa
Levou minha esperança, levou o amor criança
Levou minha Maria, levou minha alegria
Levou a fantasia, só deixou uma lembrança

http://www.youtube.com/watch?v=x0qKFtjb4PA

Monday, August 23, 2010

Novos tempos

Esses dois últimos dias foram muito chatos. Extremamente chuvosos, sem futebol, sem nada. Hoje, por incrível que pareça, meu dia rendeu bastante!
O fato mais importante, porém, é que, além da chuva, tivemos a marcação definitiva de um novo período: a chegada do frio. Aliás meu pulmão antecipou-se a isso, pois já vem sentindo isso desde quarta passada, quando fui vítima da primeira brisa desde o início do verão. Passei de Sílvio Santos - como me chamaram, em virtude do início da minha rouquidão - ao estado cachorro, devido à minha terrível tosse. Espero me recuperar logo, já começo a me irritar com minha própria tosse!

Por aqui, intercalando entre os velhos Hermeto e Adoniram, inicio meu período de esperanças. Veja, a grande vantagem desse dias é que, sabendo do ciclo das estações, tudo parece se encaminhar para o meu estado inicial por aqui. Que bom! Quem sabe talvez possa começar a minha contagem regressiva, para voltar de onde não deveria ter saído. Pão-de-queijo, carne, pastel (aliás, disseram que há pastel no tal "Brazilian Day"!) Veremos.

Bom, por favor, assomprem-me, talvez eu acenda de novo ;)

Tuesday, August 10, 2010

Meu amigo Buiú

Hoje, dois fatos me fizeram lembrar de meu amigo Buiú:  jogo do Brasil e algumas reflexões sobre os brasileiros. Por quê?

Buiú foi um colega meu até a oitava série. O apelido vinha de suas carecterísticas físicas que o levavam à comparação com o verdadeiro Buiú: era baixinho, franzino e negro. O que me faz lembrar de Buiú é seu carisma, simplicidade, carinho e respeito. Não havia dia ruim para ele: sempre alegre, sempre disposto a fazer o bem para os que o cercavam. Dói no coração quando lembro de uma ocasião na qual, por infelicidade de uma brincadeira infantil, fi-lo chorar, deixando-o em um estado diferente do seu natural ou merecido.
Ah!, diferente de muitos brasileiros, ele não sentiria vergonha de outro brasileiro, mas orgulho. Saberia que muitos erram por não serem completos, mas não deixam de ser amigos ou amigos em potencial. Interessante como muitos(eu me incluo neste grupo) sentem ou já sentiram preconceito contra outros brasileiros, simplesmente pelo jeito que eles agem. Como contraste, endeusam seres estrangeiros muito mais "barulhentos" e sem respeito. Por quê? Dinheiro faz a diferença? "Cultura"? ou será que precisamos fazer parte de colégios tradicionais para entender algo? É, Buiú era um mero aluno de uma escola estadual de Osasco, morador de favela, possuía dificuldades no aprendizado, e que certamente dependia da merenda. No entanto, sabia viver muito mais do que eu já vivi e vivirei em toda a minha vida.

Buiú, como a maioria dos brasileiros, gostava muito do futebol, embora não fosse provido das habilidades e força de um grande jogador. Mesmo assim, eu e meu colega Tiago formamos um time na educação física do qual nosso querido amigo compunha o ataque. Nossa obrigação clara era deixá-lo em uma situação propícia para o gol, como que soubéssemos de nossa obrigação como ser humano: mantê-lo feliz. Pois bem, um dia, depois de voltar das férias, Tiago informou-me que não teríamos mais nosso grande artilheiro. Buiú morrera vítima de um atropelamento - o motorista havia bebido demais após um dos jogos do Brasil na copa de 98.

É isso.

Sunday, August 8, 2010

Minha Deusa

Para quem não o conhece, Raul é uma daquelas pessoas acima da média... Humm. Muito ruim! Preciso refazer isso! Como ele mesmo diria: -  você foi muito vago, em um espaço de 0-1, você me deixou em um intervalo que equivale a 0,99. Bom, assim sendo, vamos lá.


Raul é uma pessoa singular, daquelas que você só conhece uma vez na vida. Ele não dispõe das ditas virtudes sociais: não tem escolaridade, dinheiro, tampouco é popular. Contudo, possui a grande virtude que um ser humano pode ter: diz o que realmente pensa. Além disso, como consequência, ele tem uma certa dádiva: ele é a claridade que procuramos, quando tudo ao redor está escuro - o que é dirente de uma daquelas quentes tardes de sol. De qualquer forma, vamos ao que interessa.

Na última vez que vi Raul, falamos sobre algo bem controverso: a definição de deusa(mulher).   Disse a ele que as pessoas costumam apontar como deusa aquelas mulheres cheias de caprichos, ou seja, bonitas a ponto de atender  a todos anseios sexuais dos homens. Raul pasmo murmurou: - "Na-na-na!"

Meu amigo, então, como desejasse desviar-se momentaneamente do assunto, resolveu comentar um pouco sobre os acontecimentos da semana. Ele relembrou o episódio que envolvia alguns jogadores de futebol e o despreparo da mídia:
- Ah, que mundo é esse no qual quem transmite as informações para a população não faz parte dela - disse com lágrimas nos olhos. Então, prosseguiu: - Opinam, encontram razões(as mais diversas), mas nunca assumem ser privilegiados, como que estivessem em tal posição por mérito(pura bobagem), tolos ignóbeis! Indico para você as três raças que os constituem: os papais, os filhinhos de papai e os filhos dos primeiros. Sem contar os sobrinhos! Lembre-se do B.C.(bosta completa), reflexo deles: "... felicidades, do alto das vassouras!?" - disse meu amigo já enfurecido. Como já quisesse abandonar o assunto pretexto, completou: - As inovações tecnológicas não são sempre problemáticas, mas, em muitos casos, "solucionáticas"(essa roubei do Dada!), pois podem retirar blindagens, trazer a verdade à tona. Você sabe do que estou dizendo, menino, porque já viveu em dois meios distintos. Só resta a você conhecer o terceiro meio, mas, desse, estou certo de que nunca participará!

Magistralmente, voltou Raul, o mestre, ao assunto prévio:
-  Menino, quando uma opinião é unânime, ela deixa de ser opinião e virá um modelinho tolo. Digo tolo porque muitos o seguem para se sentirem sociáveis. Se você reconhece deusa como algo bom, só você compreenderá os requisitos para isso. Caso reconheça como algo ruim, pergunte a resposta para 10 pessoas que o cercam: 9 trarão de bandeija a resposta pela qual procura. No entanto, afirmo, além, que os requisitos podem variar muito, nem sempre serão os mesmos. Ah menindo, certa vez, um amigo nosso(do Brasil) ofereceu-nos algo interessante:

"Sinônimos: Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor. (M.Quintana.)". Pois bem, o que você tem a dizer menino?

Então, como que estivesse encurralado, respondi:
- Meu amigo Raul, hoje, por aqui, contemplo-o ao som dos grilos, aguardando humildemente o som dos sabiás. Você pode estar certo de que trouxe para mim algo novo: a reflexão. Até há um pouco mais de um mês, afirmo que não saberia distinguir uma deusa de uma mulher comum. Assim como descobri, nesse último mês, que a sua presença disponibiliza muitas outras opções sublimes: Saturno, Júpiter, Arturius. Indico apenas estas (há muitas outras opções meu amigo), porque elas vieram junto com o conhecimento de quem eu considero como deusa. Ah, Raul,  não tenho mais dúvidas! A minha deusa é uma mulher capaz de aparecer e transformar um período triste e seco, como o Sertão, em um mundo cheio de vida, tal qual o rio São Francisco, mesmo que, em breve, ela se vá, intempestiva como um furacão. 
 


Sunday, August 1, 2010

Um ótimo dia para ...

Em se tratanto de New Haven, hoje o dia estava maravilhoso. Um solzinho com um ventinho gostoso, tornando a temperatura um tanto agradável. Um ótimo dia para sairmos de casa para um passeio pela cidade - belos prédios temos aqui!-,  com uma parada oportuna para um delicioso sorvete. Ahh, um ótimo dia para um maravilhoso piquenique no parque, objetivando, é claro, um tempinho para relaxar, bater um papo despretensioso e descansar na grama, enquanto observamos o esplendor da natureza, com um opulento canto de variados pássaros. Depois, à noite, sentar no banquinho do jardim, respirando um ar puro, enquanto os grilos manifestam seus mais íntimos desejos.


Hoje, um ótimo dia para tudo isso, ah, como seria.